pensamentos:
England X 日本 e eu

Quando dá vontade de voltar pro bairro

Hoje quase não saí do quarto.

Assisti a 2 episódios da segunda temporada de House of Cards e li 2 capítulos de 1Q84.

Nesses intervalos fiquei pensativa e percebi que estava desanimada. Ouvindo Spotify, por acaso tocou a música “Modão de Pinheiros (ou “É Por Isso que as Pessoas Mudam de Bairro”)” d’ O Terno, e descobri que a minha falta de animação era saudades de São Paulo.

Foi no bairro de Pinheiros

Que eu me entreguei por inteiro

Para uma linda moça

Que descia a Rebouças

Ela entrou na Henrique Schauman

Eu logo perdi a calma

Virando na Teodoro

Eu falei: “eu te adoro”

Respondeu-me “deixa disso!”

Na Benedito Calixto

E eu fiquei chorando à toa

Na calçada da rua Lisboa

Mas a sorte foi bacana

E na Cristiano Viana

Vi alguém descer contente

Desde a Capote Valente

Era a moça que se fora

Que voltava da João Moura

Nós ficamos apaixonados

Fomos pra a Dr. Arnaldo

Ela então falou “vem cá que o caso é sério,

Vem aqui comigo para o cemitério”

Eu disse “minha pequena

Comigo não tem esquema

Ou nós vamos pro cinema

Ou pra a Vila Madalena”

Ela então sumiu e me deixou mal

Eu desci correndo a rua Cardeal

Fui me arrastando a pé…

E emboquei na Sumaré

Aí eu fui pro Itaim

E nunca mais se ouviu falar em mim

E é por isso que as pessoas mudam de bairro.



Fiz minhas pazes com Londres sim, é uma cidade sem igual: cheia de vida no verão; parques, ruas, museus, pubs estão lotados; pessoas elegantes mesmo no calor. Mas São Paulo é São Paulo.

É lá que posso comer um pastel da Maria na esquina de casa, um yakissoba fresquinho do Yakissoba da Vila, também na rua de casa, e olha só! ir a um cinema também na rua de casa, sem ter a neurose de preço e lotação. É em São Paulo também que posso comer um sanduíche peruano delicioso e com bom custo benefício, é lá que descubro pequenos lugares sensacionais que servem comidas divinas!

Sem falar da FAU. Sinto falta de todo cantinho dela, das pessoas, da correria e da calmaria. (Apesar de estar dando graças à deus por não estar lá nesse específico momento. Meio contraditório, mas fauanos me entenderão). Dos HH, das tardes no AI fazendo altos trabalhos. Dos amigos, os quais foram os melhores presentes que a FAU me deu. Faz-me falta até o caminho do 177H, meu ônibus fauano de todos os dias.

Sinto falta do Minhocão, dos passeios aleatórios pelo centro, das feirinhas da Benedito, do Reserva Cultural, da Livraria Cultura, da Augusta e os seus botecos, da única vez na Trackers..

Deveria ter trazido comigo o Daytripper, do Moon e do Bá. Quem sabe esse vazio por São Paulo poderia ser mais suave com o quadrinho?

Não quero ficar nostálgica, nem chorar pitangas por não estar lá, e nem ficar sentimental demais.. mas é que bate uma saudade, sabe?

Tagged #São Paulo  #saudades  

Posted on 29 July, 2014

Luis Fernando Veríssimo: coisas que eu queria saber aos 21 - vida - Estadao.com.br

'Aos 21 anos eu estava retomando pé no Brasil, depois de quatro anos morando com a família nos Estados Unidos, onde tinha cursado o 'high school'.

Posted on 25 March, 2014

Hoje assisti ao Tropa de Elite com legendas

Hoje na última aula de World Cinema a saideira foi o cinema brasileiro.
Assistimos ao Tropa de Elite (com legenda em inglês, uma experiência inédita).

Foi interessante. A aula em si teve uma abordagem diferente.

Primeiro assistimos ao filme e depois o professor fez uma rodada de perguntas informais:

O que vem à cabeça quando falamos ‘Brasil’?
Favela, futebol, carnaval.
Nessa ordem.

E o que o filme tem a ver com essas ideias?
A favela e como ele é retratado pros “estrangeiros” (no caso, eles mesmos).

E depois começou a rodada de perguntas mais gerais:

Any thoughts about Elite Squad?

Muita gente gostou, e juntamente com o professor, levantamos alguns tópicos interessantes que nunca tinha pensado (apesar de ter visto pela 4/5ª vez, não lembro).

Tópicos sobre a estética (de por que ele é meio amarelado/alaranjado; por que a maioria das cenas são noturnas); tópicos sobre os personagens (temos personagens bem variados, o filme nos leva a ser simpático com algum deles em específico? São estereótipos do mundo inteiro? Como se dá a divisão de classes no filme?); sobre por que/pra quem Padilha fez o filme (É um filme que glamouriza a favela? Os brasileiros se sentem representados pelo filme? Por que ele fez tanto sucesso tanto nacionalmente como internacionalmente?); e sobre outros assuntos que podem ser tirados do filme (estereotipação das classes, corrupção, violência, inocência, egoísmo, etc).

E quando tinha acabado o assunto. O professor perguntou pela última vez:

Any thoughts about Elite Squad?

E um cara sentado na última carteira tocou num assunto que está sendo muito discutido hoje, pra qualquer um que ouve falar ou fala sobre o Brasil (principalmente aqui no exterior):

é engraçado ver isso hoje.. é aplicável nos dias de hoje.. se no filme eles agem daquele jeito pra receber o Papa (se referindo à corrupção da Polícia Militar e o BOPE) , imagina na Copa?..

e nas Olimpíadas também, em menos de 2 anos o Brasil vai ser o centro das atenções do mundo todo por duas vezes seguidas.. - o professor retrucou.
(traduzindo livremente)

E olhou pra mim e perguntou:

“Como está sendo lá no Brasil, a situação é bem parecida não?”

E congelei. Nunca tinha pensado nisso. Na hora respondi que sim, que é uma situação parecida e que está acontecendo de um jeito similar ao filme: PM e demais forças tentando estabelecer à força, um estado de paz, através da repressão e omissão de informações. Mas não quis falar muito porque era um assunto que nunca tinha pensado (a relação do filme, o Papa, a corrupção da PM e com o que está acontecendo agora, a Copa, a repressão da PM) e porque também meu inglês, como disse antes, não me deixa expressar direito.

Mas pensando agora, é interessante pensar em como o filme é uma boa analogia pra situação atual do Brasil. Apesar de ser um filme feito pra gringo e por olhares externos ao ambiente abordado (diferentemente de 5xFavela: Agora Por Nós Mesmos), é um filme que pode ser analisado hoje, pelos brasileiros, de um jeito diferente do que foi analisado há 7 anos, no ano de seu conturbado lançamento.

Naquela época o que mais se falava sobre o filme era a atuação da PM e sua corrupção, o BOPE, a sua similaridade e parentesco com Cidade de Deus e até que ponto ele pode ser considerado um documentário. Hoje pode-se encontrar outro assunto que não estava muito presente nas rodas de discussões quando o assunto era Tropa de Elite, assunto que todo brasileiro está “cansado de ouvir e discutir”, assunto que muita gente na rua está tentando fazer com que seja discutido, assunto que vai durar até o final desse ano e de 2016.

No filme a PM/BOPE “preparou” a vinda do Papa de um jeito.. Como estão sendo os preparativos pra Copa e pras Olimpíadas? Como vão acontecer os jogos por aqui? Estamos preparados de verdade ou estamos sendo preparados de um jeito similar ao filme? No filme a situação era específica numa favela, numa única data, num único acontecimento, e na Copa? Onde vão ter inúmeros jogos em N lugares, em vários dias?

Proponho uma sessão de Tropa de Elite pra todo mundo/brasileiro.

Não vai ter Copa?

Tagged #copa  #tropa de elite  

Posted on 24 March, 2014

The Oscar Question

Why isn’t there a Best Title Design category at The Oscars? We ask the question.

Posted on 4 March, 2014

"The darkness of the movie theatre is prefigured by the ‘twilight reverie’ (preliminary to hypnosis, according to Breuer-Freud) which precedes this darkness and leads the subject, from street to street, from poster to poster, finally to engulf him in a dark cube, anonymous, indifferent, where must be produced this festival of effects we call a film."

—  Roland Barthes

Posted on 4 March, 2014

"I’m just happy I don’t have to think about my next movie. (…) I would rather go on my walks. There’s a nursery next door to my studio and I can hear children, which I like very much."

—  Hayao Miyazaki

Posted on 3 February, 2014

How LED Streetlights Will Change Cinema (And Make Cities Look Awesome)

The announcement last year that Los Angeles would be replacing its high-pressure sodium streetlights—known for their distinctive yellow hue—with new, blue-tinted LEDs might have a profound effect on at least one local industry. All of those LEDs, with their new urban color scheme, will dramatically change how the city appears on camera, thus giving Los Angeles a brand new look in the age of digital filmmaking. As Dave Kendricken writes for No Film School, “Hollywood will never look the same.”

Posted on 3 February, 2014

"[T]he dream, according to all outward appearances, is continuos and bears traces of organization. Only memory claims the right to edit it, to suppress transitions and present us with a series of dreams rather than ‘the dream’."

—  André Breton

Posted on 25 January, 2014

"The darkness was the darkness of our rooms before going to sleep. Perhaps the screen could match our dreams."

—  Robert Desnos

Posted on 25 January, 2014

#1

It happened when I was in Japan.

Looking out of my window I can see different people walking on the street. And sunddely I catch myself thinking about the daily life of some random person.
Where does she live?
Does she have kids? 
Does she have somebody that truly loves her?
What does she do for a living?
Is she cold? 
Why is she walking on ‘my’ street?
And so on untill I stop procrastinating and resume my reading.

Posted on 25 January, 2014


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